FGTS para compra de veículos 0Km

O governo está preparando um “pacote de crescimento”. Uma espécie de PAC, mas sem empreiteiras dando aquela força. Sem Eike Batista e Cerveró também… É o que se imagina… Mas como não tem dinheiro caindo dos bolsos como em mandatos anteriores, o desemprego segue avançando, o real está desvalorizado e os juros não caem tão cedo, já que substituímos o teto de gastos pelo piso de gastos, vem uma ideia no mínimo estranha por aí…


Um passarinho me contou que, dentre as medidas desse novo PAC, a proposta vai incluir uma jabuticaba dentro de outra: o saldo do FGTS poderá ser utilizado para a compra de veículos novos.

Como as montadoras estão com os pátios cheios e temos um governo que acredita em crescimento lastreado por consumo, a ideia até faz sentido vindo de quem vem. Afinal, são cerca de 500 bilhões de reais guardadinhos nas contas dos brasileiros. É muita grana.

Só que surgem algumas perguntas: o FGTS não é um fundo criado para forçar que empresas e governo sejam responsáveis pela economia de 8% dos salários na iniciativa privada? E ele não seria uma segurança para o caso desses trabalhadores serem demitidos? Então, já que o governo quer colocar esse dinheiro dos brasileiros pra fazer a bicicleta da economia girar, e no médio prazo dizer que com o Lula o brasileiro voltou a comprar carro e moto, por que então não se muda a regra do FGTS e incorpora-se de forma definitiva esse valor ao salário dos trabalhadores e cada um passa a comprar o que bem quiser?

No lugar de depositar numa conta que rende menos que todos os demais índices de correção, basta obrigar as empresa a depositarem diretamente, todos os meses, esse 8% na conta do trabalhador. Assim, cada trabalhador poderá fazer com eleo que bem quiser, aplicar, comprar roupa, móvel, bicicleta… Por que o governo é quem decide o que se pode ou não fazer com o dinheiro que é do cidadão que trabalha? Simples, não?!

Mas sabemos que isso JAMAIS será cogitado pelo governo. Só nos resta aguardar o que as centrais sindicais terão a dizer sobre o assunto… A paciência delas está diminuindo dia a dia, já que a volta da contribuição sindical obrigatória, promessa de campanha, ainda não foi enviada ao congresso… vai ser, no mínimo, tão curioso quanto a fala de Ciro Gomes em Portugal: com Lula, o Brasil divulga a menor taxa de desigualdade social de sua história: mas os dados são de 2022!!!

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